segunda-feira, 30 de março de 2009

Amor de Pedra - Monólogo em Haiku

por Protão

Água que rola
Pedras que batem no chão
Caí - em seco!

Sol e vento
De repente, uma mão
Onde me levas?

Montanha, vulcão
Raízes de mim, hoje
Em exposição

Olhos sem vida
Coração que sente - será?
Apenas solidão

Murmúrios sós
De vozes sem voz
Quem é, quem será?

Granito branco
Belo, a meu lado, sim!
Presença de luz

És igual a mim!
Verão sem fim, sorrio
Não mais solidão!

Basalto negro
Sou, mas frio nunca mais
Pedra gémea!

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