por Picos
Nascido no quente vulcão,
E polido pelo fresco rio
Ele é um redondo pet rock
Com um pequeno coração vazio
Vive feliz e contente
No quarto da Basmati
Mas é rebelde e aventureiro
Um dia até fez lá uma party!
Em busca de uma aventura,
Partiu para as profundezas
Onde encontrou todo o esplendor
Das mais subterrâneas riquezas
Pepitas de ouro, rubis, esmeraldas
Que até o fizeram dar um salto
Pois o pequeno pet rock
Nunca vira senão basalto!
Quando pensava regressar a casa
Encontrou-se preso e sozinho,
Pois uma intrusão rochosa
Atravessou-se-lhe no caminho
Já estava perto da superfície,
Pois viu raízes de uma árvore
Mas não podia atravessar
Aquela intrusão de mármore…
E foi aí que ele encontrou
A mais incrível surpresa:
Nunca, em toda a viagem,
Havia visto tamanha beleza.
Na intrusão rochosa estava
Uma tímida e pequena pedra
Branca, brilhante, vistosa,
Ornada de raios de cor férrea
Os seus olhos desiguais
Fixaram-se no único olho dela
E foi amor à primeira vista
Pensou “não saio daqui sem ela!”
E então fugiram os dois
Em direcção à superfície
Pois ela conhecia uma passagem
Através daquelas raízes
E foram os dois morar
Para o quarto da Basmati
Onde ainda hoje vivem felizes
Seja com ou sem party.
Sólido como os seus protagonistas
Assim é e será este amor
Até que a erosão os separe
Ou que apareça uma pet rock melhor…
segunda-feira, 30 de março de 2009
Poema
por Rajá
Num passeio de Lisboa
Vi-te pequenina
Iluminada pelo sol
Eras ainda uma menina
Olhaste-me e viste-me
Viste-me como niguém viu
Perguntaste-me quem eu era
E meu coração sorriu
Coração esse que não tenho
Mas que desejava ter
Oh pedra, meu amor
O que me foste fazer...
Sou hoje um calcário
Faço parte de um passeio
E tu ao meu lado
Ouves o meu paleio
Temo-nos um ao outro
No fundo é paciência
O amor é só isto
Transcende qualquer ciência...
Num passeio de Lisboa
Vi-te pequenina
Iluminada pelo sol
Eras ainda uma menina
Olhaste-me e viste-me
Viste-me como niguém viu
Perguntaste-me quem eu era
E meu coração sorriu
Coração esse que não tenho
Mas que desejava ter
Oh pedra, meu amor
O que me foste fazer...
Sou hoje um calcário
Faço parte de um passeio
E tu ao meu lado
Ouves o meu paleio
Temo-nos um ao outro
No fundo é paciência
O amor é só isto
Transcende qualquer ciência...
Poema das PetRocks
por Passa
Passava eu pela calçada
E notei no chão, abandonada
Uma pedra com olhos
“ZOMG!” gritei espantada.
Tinha um ar mesmo infeliz,
Chorava que nem uma Madalena,
Fungava se tivesse nariz
Mas não tinha, era uma pena.
Ajoelhei-me e perguntei então
“O que se passa pequena?”
“São dores de coração,
Quem eu amo não me liga peva.”
“Não pode ser verdade,
Aposto que na realidade
Ela nunca viu nenhum calcário
Tão extraordinário.”
“Então explica-me lá,
Porque é que estando ali ao fundo,
Ela se vira para o outro lado
E me dá um desprezo do outro mundo.”
Fui perceber o que se passava
Aproximei-me da basalta,
Disse olá
Mas ela também não me falava.
Depois de muito pensar
É que percebi que à basalta
O que fazia falta
Era um par de orelhas!
Com o material que encontrei
Desenhei, recortei e colei
O tal orgão auditivo,
De toda esta situação motivo.
Voltei a repetir a saudação.
Desta vez já me percebeu
E emocionada agradeceu
“Obrigada vezes um milhão!
Agora já posso confessar o meu amor
Ao cálcario, sem qualquer pudor.”
Saltou saltou saltou
Quando ao pé dele chegou
Gritou “MOCHE!”
As pedrinhas à volta olharam
E sem hesitar todas saltaram,
Juntaram-se num monte.
E no meio da confusão
A basalta disse ao calcário
“Sempre te achei extraordinário.”
Ao que ele respondeu:
“Sempre te amei, do fundo do coração.”
Entao apareceu a TFIST,
Radiante com a situação,
Ficou na rua e fez uma actuação,
Ninguém passou indiferente,
Juntou-se uma multidao contente,
Quanto à pet rocks,
Tembem elas assistiram
E foram todas felizes para sempre.
Passava eu pela calçada
E notei no chão, abandonada
Uma pedra com olhos
“ZOMG!” gritei espantada.
Tinha um ar mesmo infeliz,
Chorava que nem uma Madalena,
Fungava se tivesse nariz
Mas não tinha, era uma pena.
Ajoelhei-me e perguntei então
“O que se passa pequena?”
“São dores de coração,
Quem eu amo não me liga peva.”
“Não pode ser verdade,
Aposto que na realidade
Ela nunca viu nenhum calcário
Tão extraordinário.”
“Então explica-me lá,
Porque é que estando ali ao fundo,
Ela se vira para o outro lado
E me dá um desprezo do outro mundo.”
Fui perceber o que se passava
Aproximei-me da basalta,
Disse olá
Mas ela também não me falava.
Depois de muito pensar
É que percebi que à basalta
O que fazia falta
Era um par de orelhas!
Com o material que encontrei
Desenhei, recortei e colei
O tal orgão auditivo,
De toda esta situação motivo.
Voltei a repetir a saudação.
Desta vez já me percebeu
E emocionada agradeceu
“Obrigada vezes um milhão!
Agora já posso confessar o meu amor
Ao cálcario, sem qualquer pudor.”
Saltou saltou saltou
Quando ao pé dele chegou
Gritou “MOCHE!”
As pedrinhas à volta olharam
E sem hesitar todas saltaram,
Juntaram-se num monte.
E no meio da confusão
A basalta disse ao calcário
“Sempre te achei extraordinário.”
Ao que ele respondeu:
“Sempre te amei, do fundo do coração.”
Entao apareceu a TFIST,
Radiante com a situação,
Ficou na rua e fez uma actuação,
Ninguém passou indiferente,
Juntou-se uma multidao contente,
Quanto à pet rocks,
Tembem elas assistiram
E foram todas felizes para sempre.
O Amor é duro
por Tintim
Na vinha, na sebe
Pela primeira vez vi
Tais olhos irregulares
A olhar directo a mim
Tuas formas redondas
Captaram meu coração
Pois eu sou um caso bicudo
A precisar de atenção
Sei que notaste o olhar
Olhar esse que te quer
Que te agarra e te beija
Esteja eu onde estiver
Pois braços não tenho
E lábios, onde estão?
Restam-me apenas os olhos
E o meu pequeno coração.
Na vinha, na sebe
Pela primeira vez vi
Tais olhos irregulares
A olhar directo a mim
Tuas formas redondas
Captaram meu coração
Pois eu sou um caso bicudo
A precisar de atenção
Sei que notaste o olhar
Olhar esse que te quer
Que te agarra e te beija
Esteja eu onde estiver
Pois braços não tenho
E lábios, onde estão?
Restam-me apenas os olhos
E o meu pequeno coração.
Pet Rocks
por Djambuka
Destinado pelos deuses do alto,
Um dia encontraram-se
Pet-Lisboa e a Pet-Açores
Surgidas do místico basalto
E do deslumbrante calcário
E ao som da Oração de António Calvário
Conto-vos hoje de tais pedras, seus amores.
Os dias passavam e resguardados pela lua
Lá iam as Pet-Rocks rebolando pela rua
Mas como toda a história portuguesa,
Chegando a hora da partida,
Ficou a saudade e a tristeza,
E a esperança que Pet-Açores voltaria.
E passando longas noite e longos dias,
No compasso da dolorosa melancolia,
Lá voltou Pet-Açores com a sua alegria
E no meio de tal magia
Uma nova Pet-Rock nascia!
Um dia encontraram-se
Pet-Lisboa e a Pet-Açores
Surgidas do místico basalto
E do deslumbrante calcário
E ao som da Oração de António Calvário
Conto-vos hoje de tais pedras, seus amores.
Os dias passavam e resguardados pela lua
Lá iam as Pet-Rocks rebolando pela rua
Mas como toda a história portuguesa,
Chegando a hora da partida,
Ficou a saudade e a tristeza,
E a esperança que Pet-Açores voltaria.
E passando longas noite e longos dias,
No compasso da dolorosa melancolia,
Lá voltou Pet-Açores com a sua alegria
E no meio de tal magia
Uma nova Pet-Rock nascia!
Uma moca de história de amor...
por Plágio
Ó minha querida pedra,
És a minha Pet Rock.
Fui à loja para te comprar,
Mas já tinha esgotado o stock.
Ó minha doce princesa,
Adoro a tua forma em boião
E a tua pele áspera
Que faz bater meu coração.
Pensando ainda em pedra
Fui emigrante em Leon.
Fiquei tão mocado
Que bom que era o teu xamom.
E agora que a história acabou,
O nosso amor formou uma teia.
Ficamos quentes e felizes
Que nasceu uma areia.
Ó minha querida pedra,
És a minha Pet Rock.
Fui à loja para te comprar,
Mas já tinha esgotado o stock.
Ó minha doce princesa,
Adoro a tua forma em boião
E a tua pele áspera
Que faz bater meu coração.
Pensando ainda em pedra
Fui emigrante em Leon.
Fiquei tão mocado
Que bom que era o teu xamom.
E agora que a história acabou,
O nosso amor formou uma teia.
Ficamos quentes e felizes
Que nasceu uma areia.
Amor de 2 PetRocks
por Poncha
Duas Pet Rocks conheceram-se um dia
E o tempo parou, como por magia!
Negro e imponente,
Assim era Clemente,
O príncipe do reino Calçada Portuguesa,
Onde tudo era uma beleza!
Brilhante e branca,
Assim era a Bianca.
A pet rock mais formosa,
Do tal reino de vida cor-de-rosa!
Foi nas ruas do reino, que tal sucedeu…
Um dia chocaram,
E puf! Logo ali faíscas soltaram!
“O seu nome menina?” perguntou Clemente
“Bianca, meu príncipe” a bela pet rock respondeu.
“Prazer. Espero vê-la brevemente.”
Brevemente então seria,
Que faíscas nas ruas de Calçada se veria!
Casamento entre os dois era um rumor
Que em Bianca causava rubor.
Até que um dia, Clemente,
De coragem se encheu
E, em frente a todo o seu povo,
Amor eterno prometeu!
Duas Pet Rocks conheceram-se um dia
E o tempo parou, como por magia!
Negro e imponente,
Assim era Clemente,
O príncipe do reino Calçada Portuguesa,
Onde tudo era uma beleza!
Brilhante e branca,
Assim era a Bianca.
A pet rock mais formosa,
Do tal reino de vida cor-de-rosa!
Foi nas ruas do reino, que tal sucedeu…
Um dia chocaram,
E puf! Logo ali faíscas soltaram!
“O seu nome menina?” perguntou Clemente
“Bianca, meu príncipe” a bela pet rock respondeu.
“Prazer. Espero vê-la brevemente.”
Brevemente então seria,
Que faíscas nas ruas de Calçada se veria!
Casamento entre os dois era um rumor
Que em Bianca causava rubor.
Até que um dia, Clemente,
De coragem se encheu
E, em frente a todo o seu povo,
Amor eterno prometeu!
A História de amor entre duas PetRocks
por FF
Era uma vez duas pedras enormes
que viviam lado a lado à beira do mar
Suas peles eram enrrugadas e suas caras disformes
e nunca, mas nunca se conseguiam tocar
Todos os dias se podiam ver
e com o passar do tempo acabaram por se conhecer
Sem dar por ela foram-se apaixonando
e uma à outra se foram moldando
As suas conversas soavam ás ondas
quando a água salgada nelas ia rebentar
Elas iam ficando mais redondas
mas pelo menos conseguiam falar
Ao longo do tempo foram-se frangmentando
e pedaços dos seus corpos no chão se iam tocando
Por vezes a distancia era desesperante
mas no fundo a paixão continuava radiante
Passaram-se séculos e o amor parecia que nunca mais seria completo...
Até que no dia das suas mortes se transformaram
em minusculos fragmentos que se misturaram
para sempre numa só matéria se uniram
e juntas por toda a eternidade presistiram
Descobriu-se que essa matéria era muito ligeira
e quando misturada com água podia originar
construções que anteriormente eram de madeira
e novos estilos de edificios criar
Assim, desta maneira,
o resultado da sua historia de amor pelo mundo se espalhou
e por fim todos sabem que ela nunca acaba nem acabou.
Era uma vez duas pedras enormes
que viviam lado a lado à beira do mar
Suas peles eram enrrugadas e suas caras disformes
e nunca, mas nunca se conseguiam tocar
Todos os dias se podiam ver
e com o passar do tempo acabaram por se conhecer
Sem dar por ela foram-se apaixonando
e uma à outra se foram moldando
As suas conversas soavam ás ondas
quando a água salgada nelas ia rebentar
Elas iam ficando mais redondas
mas pelo menos conseguiam falar
Ao longo do tempo foram-se frangmentando
e pedaços dos seus corpos no chão se iam tocando
Por vezes a distancia era desesperante
mas no fundo a paixão continuava radiante
Passaram-se séculos e o amor parecia que nunca mais seria completo...
Até que no dia das suas mortes se transformaram
em minusculos fragmentos que se misturaram
para sempre numa só matéria se uniram
e juntas por toda a eternidade presistiram
Descobriu-se que essa matéria era muito ligeira
e quando misturada com água podia originar
construções que anteriormente eram de madeira
e novos estilos de edificios criar
Assim, desta maneira,
o resultado da sua historia de amor pelo mundo se espalhou
e por fim todos sabem que ela nunca acaba nem acabou.
Amor em épocas medievais
por Minimina
Uma triste pet-rock eu era
Para mim não existia Primavera
Um mundo rochoso sem amor
Tudo, para mim, era dor
Estava perdido na vida
Quando (na pedreira) vejo uma rapariga
Não acreditei no que estava a ver
Era a pet-rock mais bonita, e eu tinha que a conhecer
Perguntei-lhe como se chamava
Mas dela, nem uma palavra arrancava
Só o seu sorriso me continuar
E clamei: lutarei por ti até que um beijo consiga ganhar
Pedi-lhe: “Deixa-me voltar-te a ver”
“Se gostas de mim tens que desaparecer!”
Meu amo matar-te-á se nos vir
Eu amo-te, mas deste monstro cruel não consigo fugir
O problema era então seu dono
Rei de um elevado trono
Que dela não queria abrir mão
Queria todo o seu lindo coração
Dela não me podia esquecer
Um plano para a salvar eu tinha que fazer
Com os amigos eu trabalhei
E como um herói a salvei
Do Rei fugimos a toda a velocidade
No rock-cavalo sem olhar para trás
Ouvindo ao longe: “ Maria, não vás”
Agora sim, Rock-Felicidade!
Pet Rocks Family
por Pocotó

Estava o Sr. Rock na sua casa
Sentado numa cadeira, enquanto pensava
Que poderia muito bem ir à rua
Ver quem por lá andava.
No parque, muito alegre
Foi olhando à sua volta
E deu consigo a admirar
Uma donzela sem escolta
Espécie rara a da donzela
Para ele bonita, para outros não,
Qual não foi o espanto dela
Quando viu o Rock engatatão.
Trocas de olhares e timidez
Pouco depois já falavam
Mais duas horas ou três
E os números de telefone trocavam.
“Qual telefone qual quê,
E-mail é melhor para me dares,
Assim falamos no EME-ESSE-ENE
É só preciso adicionares”
Sentado numa cadeira, enquanto pensava
Que poderia muito bem ir à rua
Ver quem por lá andava.
No parque, muito alegre
Foi olhando à sua volta
E deu consigo a admirar
Uma donzela sem escolta
Espécie rara a da donzela
Para ele bonita, para outros não,
Qual não foi o espanto dela
Quando viu o Rock engatatão.
Trocas de olhares e timidez
Pouco depois já falavam
Mais duas horas ou três
E os números de telefone trocavam.
“Qual telefone qual quê,
E-mail é melhor para me dares,
Assim falamos no EME-ESSE-ENE
É só preciso adicionares”
Falaram, falaram e falaram,
E assim foi até casarem,
E quase que pareciam coelhos
No que tocava a procriarem.
Passados alguns anos,
No parque em que se conheceram,
A sua filha mais velha
Fez o que eles também fizeram……
Sr. Rock engatatão
Não gostou do que se falava
E lutou pela sua filha
Até cair da cadeira onde pensava…
E assim foi até casarem,
E quase que pareciam coelhos
No que tocava a procriarem.
Passados alguns anos,
No parque em que se conheceram,
A sua filha mais velha
Fez o que eles também fizeram……
Sr. Rock engatatão
Não gostou do que se falava
E lutou pela sua filha
Até cair da cadeira onde pensava…
Amor de Pedra - Monólogo em Haiku
por Protão
Água que rola
Pedras que batem no chão
Caí - em seco!
Sol e vento
De repente, uma mão
Onde me levas?
Montanha, vulcão
Raízes de mim, hoje
Em exposição
Olhos sem vida
Coração que sente - será?
Apenas solidão
Murmúrios sós
De vozes sem voz
Quem é, quem será?
Granito branco
Belo, a meu lado, sim!
Presença de luz
És igual a mim!
Verão sem fim, sorrio
Não mais solidão!
Basalto negro
Sou, mas frio nunca mais
Pedra gémea!
Água que rola
Pedras que batem no chão
Caí - em seco!
Sol e vento
De repente, uma mão
Onde me levas?
Montanha, vulcão
Raízes de mim, hoje
Em exposição
Olhos sem vida
Coração que sente - será?
Apenas solidão
Murmúrios sós
De vozes sem voz
Quem é, quem será?
Granito branco
Belo, a meu lado, sim!
Presença de luz
És igual a mim!
Verão sem fim, sorrio
Não mais solidão!
Basalto negro
Sou, mas frio nunca mais
Pedra gémea!
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