Por entre um copo de vinho françês
E um canapé escolhido ao acaso
Ela olha em volta e vê
Uma estética aparentemente correcta
Um cinismo em cada frase prevê
Sabia que não tinha trazido algo
Verificou na mala e nada faltava
O que seria? Pareçe tudo tão vago
Depressa a ansiedade se apoderou
Na iminência, um enorme estrago
Só se lembrava daquela carta
Pisada por um agrafador vermelho
Das palavras só pequenos sussuros
E como a verdade crua de um espelho
De repente tudo fazia sentido
No único banco daquele jardim
Com um ar romano e árvores verdejantes
Para ele o contentamento escapou-se
Entre aqueles cabelos asfixiantes
Por entre a sua façe pura, que enganadora
O medo já há muito superou
No dia em lhe deixou a carta aberta
Onde dissera tudo o que foi, o que é e o que seria
Se um dia ela fosse dele tudo mudaria
Mas na sua resposta só silêncio havia
Mal ele sabia do que acontecera
Da sua fuga monumental e brava
Cuja a única voz que lhe importava, lhe gritava:
“A coisa mais divina neste mundo,
É viver cada segundo como nunca mais”
Rajá
Entregue a 20-07-2009, 16h06
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário