Para ser sincera, não me imagino como Presidente da Tuna. Pelo menos num futuro próximo. Acho que é um cargo que não deve ser assumido de ânimo leve. A responsabilidade que o cargo de Presidente acarreta (assim como qualquer outro cargo da Direcção) é grande, e é necessário ter consciência do compromisso que se assume. E neste momento a minha vida pessoal e académica não me deixa espaço para tal dedicação.
Mas partindo do suposto que isso acontecia, a Presidente Cindy não era muito diferente das restantes Presidentes. Mais baixa que a maioria (se fosse contrabaixo tocava com um banquinho...), mas mesmo assim não muito diferente.
Tentaria estar presente o mais possível. Delegaria as tarefas para os restantes membros da minha Direcção, deixando margem de manobra para serem elas próprias a resolverem os assuntos das respectivas valências. E tentava conhecer a minha Direcção, saber como trabalhar com elas, as ideias, os valores de cada uma. Somos todas diferentes e isso pode ser bom mas também dar azo a choques de personalidade. No entanto pode-se trabahar muito bem com pessoas que são completamente diferentes de nós, há é que encontrar um ponto comum e partir daí. E não há nada melhor do que conviver, conversar, passar tempo juntas.
Ia tentar acompanhar as minhas caloiras. Acho que são os meus “genes” de caloira a falar. Houve alturas em que me senti desamparada e desmotivada, como caloira “mais antiga” tento sempre ter uma noção de como as “mais novinhas” se sentem. Enquanto Presidente acho que teria esta preocupação.
Instituia um dia com a familia. É uma ideia que já foi falada pela Direcção e que eu acho fantástica. Um dia por ano ou por semestre para se levar os pais, os namorados, os noivos, os maridos, os irmãos. Fazia-se um almoço, tocavamos, comiamos, conheciamo-nos. E os nossos podiam ver afinal o que é que nos mantém tanto tempo longe deles. Acho importante que haja uma ponte entre a Tuna e a familia dos seus elementos, para não haver problemas com os pais, como muitas caloiras têm, por exemplo.
Apostava em mais instrumentos (como se está nos últimos tempos a apostar), numa renovação. Os mais velhinhos para arranjar, comprar mais uns. É bom, pois acaba por ser preservação de património e também passam a existir instrumentos “vagos”, que podem ser a vocação de uma caloira. Nunca sabemos em que instrumento está a nossa vocação e muitas vezes até pode estar naquele naipe que está “encerrado” há muito tempo.
Acho que ia perguntar muitas vezes, sobre muita coisa, a muitas pessoas. A Veteranas, a Fundadoras, a Veteranas recentes, a Veteranas mais antigas. Perguntar porquê, saber como se fez e porque se fez. O que correu bem e menos bem. Não seguiria necessariamente as pisadas do passado, mas é sempre um bom ponto e partida. Claro que havia de cometer erros, toda a gente comete, mas espero que também houvesse coisas bem feitas. E para tal é necessário pesquisar, saber as várias maneiras de se abordar as coisas. Somos (quase) todas Engenheiras, projectos com múltiplas abordagens é o que sabemos melhor fazer.
Ia precisar de ter uma Direcção que fosse de confiança. Principalmente se fosse Presidente neste momento, devido à minha vida (mais propriamente a minha saúde) nos últimos tempos. Não poderia estar sempre presente, tinha que ter quem pudesse estar e assegurar que as coisas eram feitas.
Por outro lado este aspecto seria um motivo para não ser Presidente, pois como já referi, tem que ser um cargo assumido por inteiro, há que estar presente.
Cada elemento trás sempre algo de novo. Ia apostar mais no “recrutamento”. Uma estratégia para chamar as alunas recém admitidas no IST mas principalmente aquelas que já cá estão e nos ouvem nos Arraiais, que são colegas de outros elementos, que até gostam de Tunas mas têm algum receio de aparecerem na sala de ensaio... como eu tive. Há que motivar e dizer que ninguém morde... há é muito barulho, mas tanta mulher numa sala já se esperava.
Cada pessoa dá o que pode dar, não se pode exigir 90% de dedicação quando só existe 50% disponível. Todas nós temos vida para além da Tuna, temos pais a quem prestar contas (aquelas que têm a sorte de poder morar com os pais), temos aulas para ir e cadeiras para fazer, maridos, namorados, etc. É normal que o tempo de cada pessoa seja limitado. Tem é que ser bem gerido. Isso é um campo em que as caloiras não são muito bem sucedidas (onde eu, honestamente, me incluo). Como Presidente, tentaria orientar a Tuna (em conjunto com a minha Coordenação Musical) de modo a que não fosse preciso dar ensaios todos os dias da semana antes de um Festival importante, mas sim rentabilizar os ensaios normais de modo a passar revista às músicas escolhidas para ir a palco. O tempo assim é gerido em prol da Tuna e da vida pessoal de cada uma... e a assiduidade aos ensaios (sabendo de antemão que seriam aqueles os ensaios “chave” para o festival) era maior.
Este ensaio expressa a minha visão das coisas, a minha opinião. Sou parcial ao grupo das caloiras porque é nesse grupo que me vejo actualmente, onde me sinto bem, onde acho que tenho um papel. Obviamente que quando fosse Presidente o meu grupo seria outro, e a minha parcialidade seria outra também. Mas acho que a minha visão não se alteraria muito. Iria perceber mais, é certo, muita coisa passaria a fazer sentido, mas o que espero para a Tuna manter-se-ia. E eu só quero coisas boas. Mais 15 anos no mínimo, mais músicas, mais alma, mais gente, comigo como Presidente ou com outra pessoa. Estará sempre bem entregue, enquanto houver quem acredite na Tuna.
Mas partindo do suposto que isso acontecia, a Presidente Cindy não era muito diferente das restantes Presidentes. Mais baixa que a maioria (se fosse contrabaixo tocava com um banquinho...), mas mesmo assim não muito diferente.
Tentaria estar presente o mais possível. Delegaria as tarefas para os restantes membros da minha Direcção, deixando margem de manobra para serem elas próprias a resolverem os assuntos das respectivas valências. E tentava conhecer a minha Direcção, saber como trabalhar com elas, as ideias, os valores de cada uma. Somos todas diferentes e isso pode ser bom mas também dar azo a choques de personalidade. No entanto pode-se trabahar muito bem com pessoas que são completamente diferentes de nós, há é que encontrar um ponto comum e partir daí. E não há nada melhor do que conviver, conversar, passar tempo juntas.
Ia tentar acompanhar as minhas caloiras. Acho que são os meus “genes” de caloira a falar. Houve alturas em que me senti desamparada e desmotivada, como caloira “mais antiga” tento sempre ter uma noção de como as “mais novinhas” se sentem. Enquanto Presidente acho que teria esta preocupação.
Instituia um dia com a familia. É uma ideia que já foi falada pela Direcção e que eu acho fantástica. Um dia por ano ou por semestre para se levar os pais, os namorados, os noivos, os maridos, os irmãos. Fazia-se um almoço, tocavamos, comiamos, conheciamo-nos. E os nossos podiam ver afinal o que é que nos mantém tanto tempo longe deles. Acho importante que haja uma ponte entre a Tuna e a familia dos seus elementos, para não haver problemas com os pais, como muitas caloiras têm, por exemplo.
Apostava em mais instrumentos (como se está nos últimos tempos a apostar), numa renovação. Os mais velhinhos para arranjar, comprar mais uns. É bom, pois acaba por ser preservação de património e também passam a existir instrumentos “vagos”, que podem ser a vocação de uma caloira. Nunca sabemos em que instrumento está a nossa vocação e muitas vezes até pode estar naquele naipe que está “encerrado” há muito tempo.
Acho que ia perguntar muitas vezes, sobre muita coisa, a muitas pessoas. A Veteranas, a Fundadoras, a Veteranas recentes, a Veteranas mais antigas. Perguntar porquê, saber como se fez e porque se fez. O que correu bem e menos bem. Não seguiria necessariamente as pisadas do passado, mas é sempre um bom ponto e partida. Claro que havia de cometer erros, toda a gente comete, mas espero que também houvesse coisas bem feitas. E para tal é necessário pesquisar, saber as várias maneiras de se abordar as coisas. Somos (quase) todas Engenheiras, projectos com múltiplas abordagens é o que sabemos melhor fazer.
Ia precisar de ter uma Direcção que fosse de confiança. Principalmente se fosse Presidente neste momento, devido à minha vida (mais propriamente a minha saúde) nos últimos tempos. Não poderia estar sempre presente, tinha que ter quem pudesse estar e assegurar que as coisas eram feitas.
Por outro lado este aspecto seria um motivo para não ser Presidente, pois como já referi, tem que ser um cargo assumido por inteiro, há que estar presente.
Cada elemento trás sempre algo de novo. Ia apostar mais no “recrutamento”. Uma estratégia para chamar as alunas recém admitidas no IST mas principalmente aquelas que já cá estão e nos ouvem nos Arraiais, que são colegas de outros elementos, que até gostam de Tunas mas têm algum receio de aparecerem na sala de ensaio... como eu tive. Há que motivar e dizer que ninguém morde... há é muito barulho, mas tanta mulher numa sala já se esperava.
Cada pessoa dá o que pode dar, não se pode exigir 90% de dedicação quando só existe 50% disponível. Todas nós temos vida para além da Tuna, temos pais a quem prestar contas (aquelas que têm a sorte de poder morar com os pais), temos aulas para ir e cadeiras para fazer, maridos, namorados, etc. É normal que o tempo de cada pessoa seja limitado. Tem é que ser bem gerido. Isso é um campo em que as caloiras não são muito bem sucedidas (onde eu, honestamente, me incluo). Como Presidente, tentaria orientar a Tuna (em conjunto com a minha Coordenação Musical) de modo a que não fosse preciso dar ensaios todos os dias da semana antes de um Festival importante, mas sim rentabilizar os ensaios normais de modo a passar revista às músicas escolhidas para ir a palco. O tempo assim é gerido em prol da Tuna e da vida pessoal de cada uma... e a assiduidade aos ensaios (sabendo de antemão que seriam aqueles os ensaios “chave” para o festival) era maior.
Este ensaio expressa a minha visão das coisas, a minha opinião. Sou parcial ao grupo das caloiras porque é nesse grupo que me vejo actualmente, onde me sinto bem, onde acho que tenho um papel. Obviamente que quando fosse Presidente o meu grupo seria outro, e a minha parcialidade seria outra também. Mas acho que a minha visão não se alteraria muito. Iria perceber mais, é certo, muita coisa passaria a fazer sentido, mas o que espero para a Tuna manter-se-ia. E eu só quero coisas boas. Mais 15 anos no mínimo, mais músicas, mais alma, mais gente, comigo como Presidente ou com outra pessoa. Estará sempre bem entregue, enquanto houver quem acredite na Tuna.
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