sábado, 5 de setembro de 2009

Se eu fosse um dia a Presidente da Tuna

por Nostra,

Se um dia eu fosse a presidente da Tuna, mudava e fomentava algumas coisas. Relação caloira-veterana, passagem de testemunhos, praxe, vivência em tuna… Seriam alguns pontos que provavelmente exploraria.
Se fosse, algum dia, presidente da TFIST, incentivaria à realização de encontros semestrais e à presença periódica das veteranas nos ensaios. Este seria um estímulo para nós, caloiras mais novas, bem como uma forma de ensinar um pouco mais sobre as histórias que a tuna guarda. Além do mais, por vezes seria óptimo poder guardar alguma memória sobre alguma veterana mais antiga e não apenas dizer “É uma antiga veterana da nossa tuna que tocava tal instrumento”.
Outro ponto que acho bastante positivo e que incentivaria certamente seria a passagem de testemunho de veteranas para caloiras, o que passa também pelo ponto que anteriormente expliquei. Se uma caloira está a aprender determinado instrumento, seria positivo que cada veterana mais velha lhe pudesse ensinar algo mais sobre esse assunto, em vez de uma só veterana (quando é possível). Além de ser enriquecedor, torna o acto de aprendizagem mais rico e agradável.
Ainda, outro item importante seria o da praxe, indubitavelmente. A praxe deveria ser feita com o intuito de uma caloira perceber que por vezes as suas atitudes não são as mais correctas, mas também para perceber que existe uma hierarquia e que na vida, ou no emprego, por vezes são-nos pregadas partidas e que, na vida real, nem sempre existe a justiça que nos foi incutida desde crianças. A praxe não precisa de ser dura, mas precisa de ser directa e eficaz.
Quanto à vivência em tuna, e apesar da minha ainda tão recente presença na mesma, creio que, se fosse presidente da TFIST, incentivaria (por vezes mais à força) a presença de toda a tuna ao longo de um mesmo festival/qualquer outra actividade. Isto serviria para entendermos que organizar uma actividade para outras tunas (como festivais) ou mesmo dentro da nossa, requer trabalho e dedicação e que tal não pode ser descurado! Como tal, para mim, não existiriam saídas ou entradas a meio de actividades, salvo raras excepções.
Por fim, um dos pontos mais importantes seria o da aprendizagem de instrumentos. Seria óptimo que cada caloira aprendesse na perfeição um instrumento. Mas, melhor ainda, seria se se interessasse por outro instrumento e o desenvolvesse. Bem sabemos que em tuna existem épocas mais difíceis que outras. E por vezes há falta de violas ou de bandolins ou mesmo um acordeão. Por isso, se cada TFIST aprendesse mais que um instrumento, não só expandiria a sua cultura geral – que penso ser o mais importante -, mas também ajudava a tuna num momento de maior necessidade.
Se fosse presidente da Tuna, provavelmente seriam os pontos de maior focagem… No entanto, estou ciente que tenho ainda muito por aprender sobre a TFIST, bem como seus costumes e tradições e que só compreendemos muitas coisas ao fim de estarmos “calejadas”.

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